Parobé 2


Saí de São Francisco de Paula e desci a serra.

Minha ideia inicial era parar em Taquara, a 40km dali. Porém achei a cidade muito com cara de metrópole, apesar de seus 55 mil habitantes. Na entrada da cidade almocei num restaurante de posto de combustível: A La Minuta por R$ 13,00, um prato completo.

Enquanto aguardava o almoço, fiz algumas solicitações no Couchsurfing. Dentre elas, para a Duda, que vive na região – eu não sabia ainda exatamente onde. Apesar das 10 solicitações, nenhuma resposta positiva ou negativa. De barriga cheia, segui em frente.

Uns 15km depois, perto de um trevo, resolvi consultar o Couchsurfing e alguém havia me aceitado – justo agora que eu já havia saído da cidade. Era a Duda, de Parobé. Abri o Maps.ME (aplicativo de GPS offline) e me dei conta que estava justamente na entrada dessa cidade!

 

Era meio-dia e combinei de encontrar a Duda e seu esposo Tiago num café às 18h30.

Enquanto isso, fui explorar a cidade. Entrei em uma loja de equipamentos para Segurança do Trabalho e pedi uma recomendação de restaurante. Logo fiquei amigo do proprietário que me presenteou com um cone retrátil para sinalização.

OBS: Em Porto Alegre acabei presenteando a esposa de um bombeiro com esse cone, ela coleciona. Que raro!

Almocei e passeei bastante pela cidade. Fui parado por um senhor que me contou um resumo sobre Parobé. A cidade já teve uma fábrica da Azaléia, que tinha 800 funcionários. Como literalmente sobravam vagas, muitas famílias vieram de fora para trabalhar – ou que vinham para trabalhar durante o dia e voltavam para seu local de origem após o expediente. A Duda me contou que isso tornou a cidade um pouco fria, pois não há o sentimento de “minha terra”. É isso, Duda?

Finalmente às 18h30 fui encontrar a Duda, que me esperava com o Tiago numa confeitaria bem concorrida – a fila era grande mas dei sorte pois eles já estavam à mesa.

Nos demos bem logo de cara!

Os dois são músicos: Duda Rocha e Thiago Heinrich. Sintam só:

Eles gostam muito de cultura em geral e seu apartamento reflete muito essa pedileção.

Fiquei apenas um dia com eles pois em época de instabilidade climática é preciso aproveitar para pegar a estrada quando o céu está limpo.

Antes de dormir pude brincar um pouco com o Frido, o cãozinho simpático.

No dia seguinte ainda almocei com a Duda antes de seguir viagem.

Após hospedar ou ser hospedado no Couchsurfing, os dois lados escrevem uma referência sobre a experiência. É basicamente um texto que trata sobre segurança, limpeza, pontualidade, simpatia e empatia, respeito e todas essas coisas que permeiam as relações humanas.

A partir de agora, sempre que me hospedar utilizando o Couchsurfing, concluirei o post com a referência que a anfitriã escreveu sobre mim. Até agora todas foram positivas, mas quem sabe do futuro?

Duda escreveu:

Rubens é aquela pessoa que parece que você conhece a vida inteira. Ele chegou e de cara já começamos a conversar sobre tudo. Certamente estamos falando de um cara que está observando e querendo aprender tudo de tudo. Ele foi gentil, amigo, engraçado e muito querido. Gosta de animais e logo se acertou com meu cachorro, Frido. Espero mesmo que ele consiga alcançar todos os seus objetivos e sonhos, assim como ele despertou em nós uma vontade imensa de mudar de vida, rotina, pensamentos. Foi uma estadia incrível e prazerosa. 🙂

E sigo para São Leopoldo!


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2 thoughts on “Parobé

    • Factivel Autor do post

      Duda, minha amiga!!

      A hospedagem também foi maravilhosa, que prazer conhecer vocês 🙂
      Saudades de todos, incluindo o peludo… kkkk
      Um beijo, sigam firme na música pois vocês têm MUITO talento!

      PS: a referência não foi negativa, até fiquei em dúvida e fui conferir – que susto. Para você como “would not stay again”??