São Joaquim a Criciúma 2


Viajar tem mais relação com pessoas do que com lugares.

Em Urubici recebi a grata visita da Soraia que é de Timbó e veio acompanhada da mãe e da Nina. Além da querida Sueli, a campeã de Bolão de Indaial.

Juntos subimos para São Joaquim, a cidade mais alta do Brasil e onde costuma nevar. O dia estava lindo, nem frio fez, mas nada que impedisse a Sueli de estrear seu chapéu russo.

O ótimo atendimento na Pousada Chalé Alto da Serra é realizado pelos proprietários, um jovem casal.

Apesar de receber muitos visitantes, o turismo não representa 10% da arrecadação municipal. A principal fonte de renda vem da maçã: a cidade é responsável por 1/3 da produção nacional.

Fonte: Amigo de Viagem

Fonte: Amigo de Viagem

Passamos ótimos momentos juntos e depois seguimos em direção ao topo da Serra do Rio do Rastro, onde nos separamos. Antes, é claro, pudemos observar juntos a beleza do local. E está aí a despedida.

E elas voltaram para Timbó de carro e eu pedalei sentido Criciúma.

A descida começa em Bom Jardim e termina em Lauro Muller, no pé da Serra.

Apesar da vista encantadora, não é uma descida agradável para uma bicicleta com carga. Os freios são muito exigidos, o que causa aquecimento nas pastilhas e dores nas mãos.

E se no alto é bonito, lá embaixo não é diferente 🙂

Em Lauro Muller tirei uma dúvida sobre o caminho com dois especialistas na região.

Um Ford Ecosport passou ao meu lado, o passageiro colocou a cabeça para fora e disse: Vá trabalhar!! E devia estar trabalhando demais no banco do passageiro… É bem interessante como é fácil e costumeiro julgar as pessoas. Eu mesmo faço muito isso, ainda que mentalmente.

Do topo da Serra do Rio do Rastro a Criciúma foram 90km. Gostei da estrada, cujo acostamento tem boa largura e o calçamento é bem conservado.

Passei duas noites no hotel Zata, numa espécie de quarto do zelador e que fica no subsolo. A bike pôde ficar comigo e a diária teve um custo acessível: R$ 50 com café da manhã.

Essa cidade, como a maioria daquelas com mais de 100 mil habitantes, não oferece muita interação humana. As pessoas caminham olhando para baixo ou para os smartphones. Ninguém aprofunda nas conversas, todo mundo está com pressa ou mesmo não tem interesse. A estadia teria sido trivial se não fosse pela visita de um casal que eu adoro e admiro demais:

A Rafaela e o Olinto são cicloviajantes e moram num Motor Home. São pessoas cultas, educadas, simples, geniais. Não tenho nem adjetivos, meu vocabulário é raso para descrevê-los. Fiquei muito feliz com a presença deles que me trouxe, além de mais conhecimento, muitas histórias e sorrisos. E os filhas da mãe ainda me deram um isolante térmico auto-inflável. Vou dizer o quê?

Conheça esses dois: http://olinto.com.br/

Muito obrigado a todos vocês que contribuem tanto para me ajudar na realização desse projeto, na busca de uma vida mais plena.

 

 


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